Uma revista riquíssima em conhecimentos da área de branding, assim dá para definir a Revista Brand Trends Journal. Para falar bem a verdade, estou a divulgando com um pouco de atraso, pois a edição 03 saiu em outubro de 2012, mas o que vale é a disseminação de conteúdo interessante, seja qual for a data de publicação.
Nesta edição gostei do artigo sobre a "Definição, Gestão e Desenho de Marca", do português Daniel Raposo Martins.
O futebol é maroto, alegre e
feliz. Certo? Errado! O futebol visto por alguns times é guerra, o qual exige
dos soldados estratégia, força, retranca e ataque ao mesmo tempo. O futebol
possui vários prismas, cada um enxerga a sua maneira. Não pode ser diferente
quando tratamos sobre gestão da marca de um time de futebol.
Cada time possui uma cultura,
esta precisa ser vivenciada por aqueles que vestem o manto. Para exemplificar o
que quero passar com este texto irei pegar o meu time como exemplo, o tricolor
gaúcho, Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
Nos últimos 10 anos o Grêmio não
brilhou, conquistou apenas o campeonato gaúcho e o Campeonato Brasileiro, pela
série B. Mas, estes 10 anos não traduzem a grandeza do clube e sua história, o
qual se consagra como uma das grandes forças do futebol brasileiro e mundial.
E, para enraizar algumas características do que representa ser gremista, se eu fosse gestor da marca, apresentaria as 10 regras que os representantes do tricolor dos pampas deveria respeitar:
Regra 1 – Os jogadores do Grêmio nunca trocam camisa
com os adversários;
Regra 2 – Os jogadores do Grêmio
não retrucam a torcida;
Regra 3 – O camisa 9 do Grêmio
necessita ter no mínimo 1,90 de altura;
Regra 4 – Os cortes de cabelo
nunca devem ser motivados por ondas da moda;
Regra 5 – Uniforme do técnico é
abrigo do time e não o terno;
Regra 6 – A fornecedora de
materiais esportivos precisa ter um designer gremista trabalhando na criação
dos uniformes, passando por um curso de 360h sobre cultura gremista;
Regra 7 - A camisa de número "7" não pode ser entregue a qualquer jogador em sua apresentação;
Regra 8 - Licenciamento só se passar por um criterioso processo de qualidade e identidade de marca;
Regra 9 - Cotas de patrocínios em camisetas nunca teriam espaço acima do escudo do clube;
Regra 10 - Na hora do gol e após a partida não se tira a camisa, só no vestiário.
Algumas das regras permeiam o fanatismo e a pirraça, mas acredito que o clube deve ter uma identidade própria e apresentar isso em todas as suas inserções, respeitando a personalidade da marca.
________________________________ Autor: João Rocha Pós-graduando em Comunicação Estratégica e Branding E-mail: joao.nh@gmail.com João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
A moda dita o passo da sociedade. As antigas agências de publicidade, as quais hoje possuem um leque de serviços especializados, são em sua maioria a ditadora de regras e conceitos. Estão sempre a um passo a frente. Isso é ótimo! Mas, noto que essa diversidade de serviço não vem sendo tão aproveitada, pois, infelizmente, acima dos objetivos e necessidades do cliente está a sobrevivência do mercado .
Não é anormal perceber que muitas agências brasileiras estão cada vez mais especializadas, aquelas que continuaram só com a publicidade tradicional perderão espaço. A tendência é o oferecer um pacote completo, pois os estudos em marketing estão avançados, sabe-se hoje que não se vence a concorrência dos clientes apenas com anúncios criativos, mas, sim, com um posicionamento de marca guiado, linear e estratégico.
Nota-se que não há mais tempo para troca de conversas entre uma agência e outra, é preciso unificar o pensamento de uma marca, assim como as estratégias. Não existe mais espaço para a venda de um ou outro serviço, é necessário evoluir e entender o todo e proporcionar tudo, um dos papéis de um Brand Maker.
Na passarela do mercado atual desfilam marcas que estão trabalhando seu conceito, que apostam em ferramentas eficazes e que não seguem simplesmente a modinha. Querem engajar seus consumidores, querem transformá-los em multiplicadores, a palavra consumo vem perdendo espaço, a moda é multiplicar!
Em termos de multiplicação, os prestadores de serviços entendem bem, multiplicam cifrões a cada ação realizada, e, isso é um problema, pois nota-se algumas estratégias de alto investimento que não agregam em nada na vida do cliente, como a criação de uma página de Facebook para uma empresa que atende um público avesso as novas tecnologias, por exemplo. Falta pesquisa, falta o Cool Hunting.
O mercado de comunicação e marketing, muitas vezes, é o seu próprio câncer, pois ao invés de proporcionar experiências positivas a seus clientes, acaba traumatizando-os, fazendo com que não saiam do básico, que não ousem, que não entendam a moda.
Antes de inventar moda, os profissionais precisam ser, com o perdão da redondância, profissionais. Entender e filosofar que para cada estação existe uma forma de se vestir, e, que para cada mídia existe um público. O básico do básico!
Cliente, abra o olho, empresas 1001 utilidades podem cobrar mais barato, mas o resultado não será completamente satisfatório. Escolha uma empresa que pense sua marca, que chore por ela e que a defenda até embaixo de chuva de granizo.
Falta amor pelo cliente, falta gente com menos piti nas agências. Há muito insight, pouco conceito.
________________________________ Autor: João Rocha Pós-graduando em Comunicação Estratégica e Branding E-mail: joao.nh@gmail.com João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Alguns designers propuseram uma questão interessante: Como seria se todas as marcas utilizassem a mesma fonte? A escolhida foi a Courier, uma fonte serifada e de fácil leitura, muito vista nas antigas máquinas de escrever.
O resultado ficou bem interessante:
Quer ver mais, então clica aqui. ________________________________ Autor: João Rocha Pós-graduando em Comunicação Estratégica e Branding E-mail: joao.nh@gmail.com João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Ontem, dia 24, foi lançada a segunda edição da revista BrandTrends, um veículo muito bem diagramado e com temas científicos sobre marcas. O supra-sumo das teorias de Comunicação Estratégicas e Branding em 122 páginas.
A revista trás uma resenha, em espanhol, sobre o novo livro de Martin Lindstrom, Brandwashed. Muito interessante, livro para todo gestor de marca ter na sua cabeceira. Além de Lindstrom, disseca as estratégias de Branding da Vodka Absolut, ainda teoriza sobre as atuais estratégias de gestão e tendências das marcas.
Sabe o que é melhor? A revista está disponivel gratuitamente na web, acessa lá.
#FICADICA ________________________________ Autor: João Rocha Pós-graduando em Comunicação Estratégica e Branding E-mail: joao.nh@gmail.com João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Muitas vezes nos simpatizamos com algumas causas, principalmente se elas vão ao encontro dos nossos princípios. As marcas utilizam cada vez mais da cultura e de causas sociais para abraçar seu consumidor, querem ter algo incomum, pois marca vai além de um produto ou serviço.
Funciona como uma espécie de troca, nós defendemos isso que você gosta, consumidor, e, assim esperamos criar uma amizade, mas uma verdadeira amizade contigo, onde eu defenda teus ideais e você defenda minha marca.
Algumas marcas conseguem completar o círculo de engajamento. Circulo de engajamento? Sim, um proposta minha, não sei se já existe esta nomenclatura, mas gostaria de patenteá-la. Funciona mais ou menos assim: você possui uma marca com um determinado público, como qualquer outra, esta marca precisa estar interligada culturalmente com este público, ou seja, é necessária a descoberta ou resgate de alguma necessidade cultural, a qual tenha a necessidade de ser reafirmada.
A exemplificação, acima, em si, já seria um círculo de engajamento, mas falta a filosofia da marca. Encaixar-se em alguma cultura é uma das coisas fáceis na gestão de marcas, mas é necessário encontrar algo que tenha a ver com seu produto/serviço e que esteja em plena sintonia com que a filosofia da marca.
Um dos bons e velhos exemplos que gostamos de ver por aí é o belo trabalho de branding da Pedigree, a qual diferencia-se das demais como a marca de produtos para cachorro que foi além, ela incentiva a adoção e age, mostra amor na linguagem mais efetiva na internet, a emocional. Você pode conferir a campanha "Adotar é tudo de bom" que iniciou em 2007 a partir do vídeo:
O próprio site da Pedigree fortalece o elo com o consumidor, o case é extremamente efetivo. Na página da marca há formas de saber se seu cão está em forma, e caso você ainda não tenha um cachorro pode descobrir a raça perfeita para viver no seu lar. O interessante das perguntas feitas é que há algumas que subsidiam o perfil do cliente, onde o questionário aborda questões financeiras, mas de uma forma bem sensível e imperceptível. 10!
A diferença da Pedigree para os produtos e valores cobrados pela Hercosul Alimentos, por exemplo, está justamente nesta diferenciação, em saber identificar uma necessidade cultural, neste caso adoção, propagar a ideia, ter uma boa plataforma web e engajar seus consumidores.
O conteúdo gerado pela Pedigree é limpo, viral e benéfico. É um case e tanto! Especula-se que a 4ª geração do marketing estará direcionada ao terceiro setor, a responsabilidade social e empresarial. Se isso for verdade a Pedigree está no mínimo há pelo menos cinco anos a frente.
Então, amigos atentem-se a tudo que ouvir, ler e sentir. Engaje os consumidores de seus clientes, criem ritos, histórias e abracem uma causa, abracem o cliente.
________________________________ Autor: João Rocha Pós-graduando em Comunicação Estratégica e Branding E-mail: joao.nh@gmail.com João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Muitas marcas aproveitam sua relevância para estender a sua
linha de produtos, endossando novos projetos. Neste ano tivemos o lançamento do produto
Melitta Wake, que mais que um produto é um desafio proposto ao mercado. É a
Melitta tentando acordar para o novo público que comprará café em um amanhã não
muito distante.
A Melitta todo mundo conhece, é líder no mercado que atua.
Agora ela quer usar sua força para oferecer uma nova proposta de bebida aos
jovens, focam na geração Y (de 15 a 30 anos). A chamada da campanha “Se beber,
não explique”, perpassa pela necessidade de aceitação do produto, que acredito
que foi adequada. Nada diferente do que vimos, mas para algo novo é necessário
despertar esta curiosidade no consumidor.
Como todo o projeto desta magnitude, um novo produto
perpassa por testes e pesquisas, inclusive com amostras e informações extraídas
de potenciais clientes. Mas, acho que as marcas andam falhando, não estão
investindo como devem em pesquisa, um exemplo disso é a Nestlé que no início do
seu projeto Fast, também neste segmento de bebida láctea, colocou no PDV um
produto com a submarca Alpino, mas que não tinha chocolate Alpino no produto,
lembram? Não! Olhe com seus próprios olhos:
Certas ações se espera de marcas relativamente fracas, mas de
grandes marcas não. É imperdoável. Acredito que a Nestlé já tenha adequado sua
estratégia, mas fazer o mercado sua pesquisa não é interessante. A marca mãe
pode se desgastar, e é o que acredito que pode vir a acontecer com a Melitta.
Motivados pela campanha do Melitta Wake, bolamos no nosso
departamento um Branding Experience, resolvemos fazer uma degustação em grupo e
tentar decifrar o gosto misterioso.
Que gosto tem? Confesso que o sabor do Melitta Wake Mocca é muito saboroso
e diferente, é uma bebida mais densa, com chocolate e café, algo que lembra um
iogurte.
Voltando para a análise... Mas, nem tudo são rosas ou bebida boa, o produto Chocoberry
não agradou ninguém. O produto é feito com café, chocolate branco
e morango, o sabor não se compara com o Mocca, é aguado e peca em cremosidade,
ou seja, o produto não tem uma “textura” definida. Não chegamos a provar o terceiro,
o Toffe, mas na comparação dos dois imagino que o terceiro não supra uma maior
expectativa. Mas, provaremos.
O lançamento dos três produtos pode ser estratégico, tendo
em vista a diferença de paladares, mas tem certas ações que devem prevenir a
marca de ser rotulada de qualquer adjetivo indesejado, pois se trata de uma
marca líder que deve ser líder onde entrar, deve ter o selo Melitta de qualidade. Este deve ser o pensamento, e, todo
cuidado é pouco!
Dizem que a história se repete, pena não ter profissionais
atentos para perceber determinadas experiências do mercado, pois isso facilita
as coisas e muito. Pesquisa, a primeira de qualquer ação de marketing, branding
e comunicação. Que puxão de orelha nestas marcas idosas!
Apenas para tema de casa, confiram os sites abaixo e se perguntem
se estas submarcas estão conversando realmente com seus públicos a partir de
seus websites:
________________________________ Autor: João Rocha Pós-graduando em Comunicação Estratégica e BrandingE-mail: joao.nh@gmail.com João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Fácil é julgar as empresas, principalmente no direcionamento de suas estratégias, muitas vezes se é injusto e prepotente. Mas, identificar um erro do Mc Donald’s possui um sabor diferente, há toda uma história por trás desta empresa, onde pouco se vê defeitos, há sim conspirações e mitos. Ela é consumida e admirada diariamente por muitos públicos: publicitários, marqueteiros, baladeiros, pedreiros, médicos, enfermeiros etc. e seus filhos.
Então, falar de Mc Donald’s é como falar de uma teoria de comunicação, é uma tradição imposta a vários países, pois ir ao Mc é, para alguns, o fator predominante para um dia feliz em família. Teria que dar certo em qualquer lugar do mundo, ora bolas. Mas, não é bem assim.
A globalização é tratada com uma teoria fechada, onde um serviço/produto é padronizado e vendido em grande escala para o mundo inteiro. Na prática é diferente, há nove anos o Mc Donald’s sentiu o gosto deste erro, foi expelido de um “organismo” que o tratava como intruso. Após cinco anos de operações na Bolívia, em 2002, o Mc Donald’s fechou suas portas por lá. Com base nessa realidade vivida pela multinacional foi criado o documentário Fast Food Off the Shelf, dirigido por Fernando Martinez.
Confira o trailer abaixo:
A título de curiosidade, abaixo o mapa do mundo de onde não se tem Mc Donald’s:
Como se percebe há grandes fatias de países os quais não são atendidos, países pobres normalmente ou com pouca aceitabilidade quanto a cultura americana.
Voltando a falar de Bolívia. Pergunto-me, como pode um país tão pequeno ter uma cultura tão grande, a ponto de subtrair a grande rede de fast food do seu mapa? Bem, o que Fernando Martinez trás no seu documentário são fatores pontuais, os quais poderiam ter sido mais explorados antes do Mc Donald’s entrar na Bolívia.
Confira os sete fatores, dentre tantos, que fizeram a multinacional sair de solo boliviano:
1º Sociedade com cultura alimentar definida; 2º Valor do produto (mais barato) três vezes maior do que um almoço completo; 3ºPreferência da população por sabores intensos, marcantes e fortes; 4º Conflito histórico, cultural e econômico (Bolívia X EUA); 5ºPaís prima por escolha de produtos da terra; 6º Baixo poder aquisitivo da população; 7º Mentalidade voltada para questões funcionais e locais.
O argumento apresentado por um dos ex franquiados do Mc Donald’s é que houve uma decisão institucional de encerrar todas as operações em países considerados perigosos, após o atentado de 11 de setembro. No entanto, sabe-se que na Bolívia os negócios já estavam indo para esta decisão.
Quer saber mais sobre o assunto? Visite os links abaixo:
João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Apenas uma empresa com a consistência da Coca-Cola pode, abertamente, expor a sua visão de marketing e branding de uma forma tão natural, a ponto de não prejudicar seus negócios. Abaixo, um dos vídeos mais interessantes que pude assitir no YouTube nos últimos anos, com um foco nas futuras estratégias da Coca-Cola.
A clareza com que as informações são apresentadas pode, de alguma maneira, contribuir com os colegas estrategistas a alinhar suas teorias com grandes ideias apresentadas nos vídeos abaixo:
João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
No jogo Mário Bros, um dos clássicos da Nintendo, os personagens comem ou absorvem cogumelos vermelhos para crescer. No dia-a-dia das marcas não é diferente, o crescimento deve ser constante e algumas adotam como o seu cogumelo vermelho o mundo dos Games.
Imagine o seu personagem ou avatar de seu jogo favorito descendo de um helicóptero, em fuga, ele corre sob as ruas de Nova Iorque para não ser alcançado por uma facção terrorista, ele desvia das balas e faz o que pode, mas o tênis que ele usa não é Nike, não possibilita com que ele tenha um melhor desempenho, e o cara é alcançado. Ok, o exemplo pode ter sido simples, e mal elaborado estrategicamente, mas existe uma gama de possibilidades de inserir a marca em games e torná-la apreciada pelos gamers.
Quando focamos nosso olhar sobre o público que joga vídeo games, teremos uma gama extensa em suas diversas classes, sexo, faixas etárias e gerações. A cada dia é lançado algo diferente neste mercado, e o melhor, buscando a interação do jogador, o que aproxima o público feminino, mas, o melhor ainda, pode fazer com que este possa interagir com as marcas. A interação com as marcas, se aplicadas de uma forma planejada, gera boas experiências, novas percepções, manutenção e um conceito sobre as possibilidades que aquela marca pode lhe propiciar no mundo real.
O quero dizer pode ser explicado maravilhosamente bem por Clotilde Perez, que em seu livro “Signos da Marca: Expressividade e Sensorialidade” traduz como ocorre esta construção no imaginário das pessoas:
“Embora seja verdade que o consumidor geralmente percebe o produto genérico, sem marca, com entidade física, uma coisa, a maioria dos produtos também tem um aspecto psíquico latente, uma mitologia latente do produto. A percepção da existência da mitologia latente de um produto varia de produto para produto e de consumidor para consumidor. Entretanto, se os consumidores têm alguma consciência da mitologia do produto, geralmente ela não é muito evidente – é latente. Ela se encontra abaixo do limiar da consciência do consumidor na subjetividade e age como uma erosão sígnica em relação à marca”.
Agora vem o argumento que todo o administrador de empresa quer ouvir das nossas bocas, marketeiros e comunicadores sonhadores que só pensam em resultados intangíveis:
“É a consistência sensorial que cria fidelidade. Ela cria confiança e gera compras repetidas, já que as pessoas confiam nos sinais conhecidos. A consistência gera história, a história forma a tradição e as tradições levam aos rituais”
É perceptível que muitas empresas já adotam a Game Branding, mas não como poderiam, na realidade acho que criei uma nova nomenclatura, partindo do princípio que a área de Branding é muito recente. Não acredito que apenas posicionar um outdoor virtual possa gerar experiências, isto está mais para co-branding. Com certeza, seria muito interessante ver o Mário Bros com um All Star, mas, claro, todo cuidado é pouco quando estamos falando de culturas.
Uma baita sacada:
Minha sacada:
Eu, quando tive a oportunidade de traçar algumas estratégias de comunicação para um CFC de Novo Hamburgo, repassei a minha supervisora, a possibilidade em criar-se um game para o CFC, a qual fosse disponibilizado no site da empresa para que alunos e os prospects pudessem simular a prova de direção, algo que gerasse um cadastro de possíveis clientes, mas que pudesse gerar um buzz na imprensa e um valor à marca da empresa. Enfim, uma coisa puxa a outra, a internet trás os games, e os games as marcas.
Porém, não dê start em nada que não cumpra o discurso de sua empresa e que não atenda a nenhuma necessidade do público pretendido, do contrário vai virar lixo eletrônico.
Fica a dica para os colegas do MBA em Comunicação Estratégica e Branding, quem sabe não viramos teóricos neste assunto? Heheh, brincadeiras a parte, desejo a todos um bom jogo.
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Autor: João Rocha Pós-graduando em Comunicação Estratégica e Branding E-mail: joao.nh@gmail.com
João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Em nossa especialização de Comunicação Estratégica e Branding, o professor espanhol, Dr. Fernando Olivares, explicou que na Europa as marcas querem, agora, ser AMIGAS dos consumidores, pois amigo pode se contar a toda hora, mesmo em época de crise. Neste foco, que se constrói este texto.
É necessário identificar a transformação, pois atualmente, no Brasil, as marcas querem, na sua maioria: divertir, informar, proteger e VENDER O PRODUTO, parece óbvio, mas os consumidores não desejam só o produto, mas o resultado em obtê-lo. Esta relação de diversão, informação, proteção e venda por questão cultural é válido, mas até que ponto a sua marca será escolhida em época de crise?
O caso espanhol:
A Espanha passa por uma crise, nada comparada com as nossas, mas os jovens de lá possuem menos sonhos que seus pais, e isso preocupa-os, e os consumidores não se importam de comprar marcas brancas, com exceção da Coca-Cola e outras poucas marcas, pois os quesitos funcionais começam a valer mais, principalmente quando uma sociedade inteligente está em crise, aí a chamada compra inteligente acontece frequentemente. Mas, algumas marcas são amigas e estão ali para passar aquela fase junto com o consumidor, pois ele não abre mão de estar com seus amigos nunca.
Gostaria de apropriar-me, neste post, do texto de Oscar Wilde, intitulado Loucos e Santos, para ampliar a visão no que se refere ao relacionamento das marcas com os consumidores, consumidores estes que são complexos em suas escolhas, principalmente para definir quem vai ser seu amigo.
Disponibilizo o texto, na íntegra, pois a mensagem é interessante e possui uma carga de intelectualidade grandiosa. Vale a pena imprimir o texto e canetiar várias palavras, as quais conseguem definir muito bem a complexidade de uma amizade.
Escolho meus amigos não pela pele ou outroarquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
No campo teatral sempre se cuida para que um personagem não seja perfeito, ele precisa ter um, pois do contrário não é confiável. O texto de Oscar Wilde nos trás esta visão, que um amigo tem que ter seus dois lados, louco e santo, por isso, se as marcas querem virar amigas de seus consumidores vão ter que trabalhar em um bom arquétipo, coerente com o seu público, bem como afinar todos os canais de relacionamento.
Ser amigo não pode ser um negócio, muito menos uma profissão, é um trabalho voluntário e de conquista, dia após dia. A Coca-Cola, por exemplo, não se diz amiga das pessoas, mas as une frente a uma garrafa com líquido vermelho, ela participa das rodas de discussões, pede para que os consumidores abram a felicidade da forma delas, mas com Coca-Cola. A marca tem as suas mutações, é louca e santa, assim como na imagem acima, provavelmente será a única vez que se verá uma lata de Coca-Cola azul, a qual se refere ao Festival de Parintins, onde manual de marca nenhum resiste a cultura do evento, foto abaixo:
Ah, a Petrobras não vale, pois se não fosse "estatal" estaria em azul também.
Autor: João Rocha
Pós-graduando em Comunicação Estratégica e Branding
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João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Na semana da criança, um post que analisará as estratégias da tupiniquim Estrela, que aos poucos deixa o solo verde amarelo para encontrar a paz financeira no seio da China. Entenda o que a Estrela tem haver com o dia das crianças, além de vender, obviamente, brinquedos.
O dia das crianças está ficando velho, neste ano a data comemora seus 87 anos, sendo que ela fora decretada em 1924 pelo presidente Arthur Bernardes. No entanto, os comerciantes naquela época não tinham ideia das oportunidades que poderiam usufruir com o 12 de outubro. Passados quase 30 anos, a Estrela apropriou-se da data para lançar a campanha “Semana do Bebê Robusto”, fazendo uma alusão aos padrões de beleza da época.
A estratégia de co-branding não poderia ter sido melhor, mas pelo que se percebe a marca não manteve este vínculo, e agora é possível perceber apenas as lembranças do presidente da empresa, Carlos Tilkian, na entrevista concedida ao G1.
Durante toda a entrevista Tilkian reclama do “custo Brasil”, mas além deste grande problema deveria estar se preocupando com a oportunidade de negócio que sua empresa perdeu, pois se os Dias das Crianças fosse sinônimo de Estrela, a marca estaria muito melhor financeiramente, e o que já é bom hoje seria melhor.
O raciocínio mais adequado para estas quebras nos discursos da marca, com certeza, concentra-se nas trocas de direção, as quais muitas vezes acabam fazendo revoluções e esquece-se de considerar os acertos da gestão anterior. Neste sentido, como em outras postagens repito, não há mais tempo para amadorismo na administração das marcas.
O mercado de vestuário e brinquedos infantis nunca esteve tão próspero, talvez pelo fato da criança ter acesso a um bombardeio de informação. Somando-se a isso a própria evolução, a qual há até uma nomenclatura para esta nova geração, a dita Z, que nasce no meio da tecnologia e consegue, mesmo sem saber ler e escrever, decifrar as letras, digitá-las e encontrar a página do brinquedo, desenho ou jogo favorito na Internet.
No entanto, a brincadeira acabou, pois o cenário está caótico, mesmo, os chineses (leia-se empresas lá instaladas) estão aí para prostituir todos os mercados e depois irão nos cobrar o real preço, muitos setores já sentem, como é o caso do calçadista, que reza todos os dias pela alta do dólar. Mas, a vida é assim, não quer investir em diferenciação, familiaridade, estima e relevância tem mais que sentar e rezar. Hoje consumimos a China, amanhã perdemos o nosso emprego. Mas, o jogo é esse, temos que saber as regras e investir, assim como no Banco Imobiliário, clássico da estrela.
Aproveitar-se de uma data alusiva, principalmente quando se trata de uma comercial, é o suprassumo para as estratégias de venda de qualquer marca. O dia das crianças pode até ter sido da Estrela, mas das outras gerações, pois esta não tem dono, porque são diariamente consumidas por uma pilha de marcas, as quais apresentam diferenciais ínfimos. No entanto, é percepitível a luta técnica e eficaz que a marca brasileira realiza nos novos tempos, tirando por base sua e-branding. Mas, poderia ser uma fatia muito maior de mercado.
O papel da Johnson & Johnson para consolidação do Dia da Criança:
Em 1965 a Johnson & Johnson fez escola, demonstrando o motivo de ser até hoje uma marca forte e consolidada, bem como auxiliando na construção do Dia das Crianças no Brasil. Abaixo a campanha de engajamento com o consumidor, denominada "Bebê Johnson":
A estratégia da Johnson & Johnson poderia continuar, não tenho informações se ainda existe, mas acredito que não, no entanto poderia, principalmente, trazer os "Bebês Johnson" para uma nova campanha, relembrando e engajando cada vez mais, tornando-se uma marca que nunca esquece de seus consumidores. Afinal, o slogan deles é "A Vida Inteira com Você".
Evento sobre consumo infantil:
Ocorrerá na Universidade Feevale, no dia 25 de outubro, o I Seminário Criança na Mídia. O evento é gratuito e contará com a participação de representantes de algumas universidades da região, agência de publicidade (DEZ) e com o Centro de Apoio Operacional da Infância e da Juventude. Mais informações aqui.
Autor: João Rocha
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Ainda há órgãos na sociedade que acreditam que os consumidores brasileiros não possuem crítica o suficiente para gostar ou detestar uma campanha publicitária. Nos últimos dias, a Hope virou pauta dos principais programas de rádio e televisão, os quais debatiam sobre o pensamento sexista, principalmente porque envolvia a modelo Gisele Bündchen.
Nesta última segunda-feira,03, a Rádio Gaúcha, uma das grandes emissoras de rádio do Rio Grande do Sul, dedicou uma hora de sua programação para debater o assunto. Caso você tenha paciência ou estiver pesquisando sobre o assunto, segue o áudio:
As opiniões sobre o conteúdo da campanha são divididas, existem mulheres que detestaram e outras que não estão nem aí. Tire suas próprias conclusões, segue, abaixo, o vídeo:
A Rádio Gaúcha realizou uma enquete simples, confira:
O comercial de roupa íntima, com Gisele Bündchen, é considerado machista. A Secretaria de Políticas para Mulheres quer suspender sua veiculação. Está certo ou é um exagero?
Certo - 19% Exagero - 81%
Total de votos: 105
Eu tive a oportunidade de conversar com especialistas e com gestores de agências de publicidade, sendo que todos dividem o mesmo pensamento: acabou a brincadeira! Não se pode rir de um comercial de televisão, não se pode envolver os homens em uma campanha publicitária para mulheres. Eu confesso, nunca tinha ouvido falar na Hope antes.
A propaganda vai além do sexismo, ela brinda os jogos existentes em um relacionamento, proporciona uma atitude e um reposicionamento da marca, já que pelo que entendi nunca havia sido causadora de alardes anteriormente.
No fim das contas, acredito que a própria Hope é que saiu ganhando com tudo isso, pois o que era para se tornar um anti-branding transformou-se em um grande trabalho de assessoria de imprensa.
Não questiono o trabalho da Secretaria de Políticas para Mulheres, mas acredito que há outros problemas latentes em nossa sociedade, as quais merecem uma atenção especial, principalmente homens covardes que necessitam sair do ar urgentemente.
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Autor: João Rocha
Pós-graduando em Comunicação Estratégica e Branding
E-mail: joao.nh@gmail.com João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Nesta semana, comemoramos a Revolução Farroupilha, mais precisamente no dia 20 de setembro, uma das datas mais importantes do calendário gaúcho, e, com certeza, as marcas não iriam deixar de participar e parabenizar seus consumidores tradicionalistas.
Como jornalista aprendi a ler e reler as entrelinhas das matérias, e agora como um Brand Maker, se assim nos permite a ortografia americana, comecei a prestar a atenção nos materiais publicitários, mas não na sua estética, mas, sim, no conceito e na estratégia por trás dos anúncios.
A cultura dos consumidores, se não for o primeiro aspecto a ser pesquisado, possivelmente é o segundo. É impossível fugir disto. Um dos grandes exemplos de insucesso foi à tentativa das Casas Bahia entrar no Rio Grande do Sul, lá em 2009. Diferente das Lojas Magazine Luiza, que em 2004, comprou as Lojas Arno e soube fazer a transição de uma forma tranquila e planejada.
Bom, tudo isso para explicar que com o povo gaúcho é preciso ter cuidado, melhor, com qualquer público, é necessário pesquisa-lo, envolve-lo e engajá-lo. Abaixo, você pode conferir um slide com os materiais publicitários publicados nos dias 19 e 20 de setembro nos jornais Correio do Povo, NH e Zero Hora.
Coloquei em cada peça um comentário, comente, discorde e concorde:
Acesse o álbum (acredito que seja necessário o cadastro no Google):
Autor: João Rocha
Pós-graduando em Comunicação Estratégica e Branding
E-mail: joao.nh@gmail.com João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Imagine, acordar em uma sexta-feira, ensolarada, e, entre um beliscar de pão e um gole de café amargo você liga a TV, e em seguida vê que o assassino de 77 pessoas na Noruega foi preso, mas coincidentemente usando a marca de roupas da empresa a qual você é responsável pela área de marketing, vendas, representação etc. O que fazer?
Primeiramente, consulte o manual de gerenciamento e prevenção de crises de sua empresa, e a partir disto comece a agir de imediato, conforme todas as estratégias e ações pré-definidas, para situações deste porte, busque todas as informações disponíveis, mapeei os vetores, acione o porta-voz, recrute os apoios necessários e defenda-se com o manual, mas saiba ser criativo para melhorá-lo.
Ah, não tem manual? Então, engula o pedaço de pão e tome muito café, pois o final de semana promete, não só o final de semana, pelo menos algumas centenas de horas sem dormir, pois o trabalho será desgastante e exigirá ações profissionais para que a imagem e a reputação da marca não tenham que se desgastar, ou pior, que afete a identidade dela. Acredite, no fim das contas todos irão perder, mas é necessário perder pouco.
Abaixo uma ideia de uma das reportagens que circularam pelo mundo todo. A marca Lacoste aparece em 1:07:
Agora como é perceptível nesta outra matéria , a Lacoste, marca que atende classes A e B, com um posicionamento bem definido, a qual possui um arquétipo esportivo, com 78 anos de história, não soube agir frente a situação de crise acima citada. Diferentemente de seu fundador, o tenista René Lacoste, a marca não soube jogar a bola na paralela.
O capitalismo veste o mundo com marcas, tanto que um noruegues acabou tendo um lanço emocional com a francesa Lacoste, um amor de um só amante, tanto que em seu manifesto de mais de 1500 páginas, Anders Breivik, teria escrito que o uso da marca de luxo lhe "torna possível agir como um europeu culto e de caráter conservador. Pessoas refinadas como eu devem usar marcas como a Lacoste". Este argumento não parece ser verdadeiro, tendo por base o manifesto, mas foi publicado por este site: http://www.rtp.pt
Mas, isso mostra que uma atitude quando tomada tardiamente gera argumentos e posicionamentos, que em muitas vezes não existem. E, sinceramente, não é proibindo o uso da marca por Anders Breivik que os problemas vão desaparecer. Não acredita? Veja aqui.
A opinião dos consumidores brasileiros
Mas, o que os consumidores brasileiros acham do ocorrido? Mudou alguma coisa quanto a percepção da marca? Eu tive a oportunidade de conversar com dois deles, um universo mínimo e quase inválido, mas apenas para tentar compreender a opinião destes, ambos com uma idade média entre 30 a 37 anos, brasileiros, com uma renda superior à R$ 6.000,00, e com ensino superior completo, e a resposta foi a mesma: estão pouco preocupados com o fato do assassino usar ou não a marca Lacoste. Então, deveria a marca se preocupar? Claro que sim, mas não da maneira a qual ela reagiu. A opinião do público brasileiro, bem como de outros 100 países onde a marca atua é importante, mas o foco maior está na comunidade europeia, região a qual ocorreu a tragédia.
Alguns veículos web dizem que este é um dos maiores problemas de Relações Públicas da marca, isso graças a um amadorismo envelhecido, fruto de uma administração a qual acostumou-se com um mundo desinformado, acostumados a censurar canais de TV; mas os dias são outros, a Internet não priva nada e nem ninguém, tudo está exposto e cada vez torna-se mais incontrolável.
Sugestões de ações:
Uma grande sacada, que os gestores da marca Lacoste poderiam ter dado, seria usar esta situação adversa e transformá-la em algo positivo. Não quero ser pretensioso e acreditar que em alguns minutos eu criaria uma ação tática maravilhosa para minimizar a situação, mas fica evidente que os consumidores da marca não aprovam a atitude daquele assassino e muito menos a marca. Desta forma, a Lacoste poderia disparar releases para a imprensa internacional demonstrando este posicionamento, bem como criar uma campanha online em curto prazo, o qual envolvesse os seus laços fracos em redes sociais, com o conceito de desaprovação “I disapprove” - ou algo melhor e interativo, e com uma homenagem as 77 vidas, o que na realidade foi o mais importante neste ocorrido. O trabalho off-line seria muito interessante, se bem estruturado. De imediato ocorre-me isso, trabalhar com o emocional e posicionar-se junto com a sociedade contra aquela atitude.
Ah, quanto ao fato de aparecer dezenas de vezes com a marca Lacoste, traga isso para o seu lado também, vá contra o assassino, compenetre-se em um mote que vá ao encontro dos ideais dele, divulgue aos sete ventos que a cada aparição dele usando os produtos da marca, 77 mil euros, ou mais, serão doados para instituições e ongs, conforme realidade local.
São ideias, as quais devem ser analisadas com frieza e raciocínio, mas com certeza são um pouco mais interessantes do que proibir o uso da marca.
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Autor: João Rocha
Pós-graduando em Comunicação Estratégica e Branding
E-mail: joao.nh@gmail.com João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
Os bairristas de plantão pressionem as teclas “Ctrl” + “F4”, pois os tópicos a seguir podem ferir o orgulho dos amantes da Cerveja Polar.
Uma das cervejas mais tradicionais do Rio Grande do Sul, Polar, é naturalmente gaúcha, nasceu na cidade de Estrela, em plena época de crise mundial, no ano de 1929. Porém, após 43 anos, em 72, foi vendida para a Cia Antarctica Paulista, esta futuramente faria uma fusão com a Brahma e assim surgiu a Ambev, uma grande marca corporativa que atualmente domina o mercado de bebidas no Brasil.
A Ambev possui uma extensão horizontal de marca muito interessante, aonde suas marcas não carregam o marca mãe junto as suas embalagens, divulgações e produtos. Parece-me um endosso oculto.
A aquisição da Polar explica o título deste texto, mas para os consumidores da marca em nada muda, pois a insistência de um discurso permanente e coeso faz com que o consumidor não perceba as movimentações de mercado. Isso não o interessa, pois sabe, em sua maioria não, que o comando do produto não é mais gaúcho, mas no mínimo permanece em espírito e alma.
Tamanho sucesso graças a um discurso unificado da marca, que quase se perdeu quando a tratavam como uma cerveja qualquer, com peças publicitárias pobres cobrindo a lateral dos telhados dos botecos de esquina.
Passados os anos a marca tornou-se clara e objetiva, buscou como arquétipos: atrevimento e rebeldia, tomando um posicionamento jovem, com características que propiciaram um engajamento com o público.
No mês de julho, deste ano, a Paim Comunicação iniciou uma nova fase da marca, uma das grandes sacadas foi à troca dos domínios antigos pelo www.polar.rs, bem como a busca por ações e patrocínios no meio digital, como novas formas de contato com o consumidor. Dentro deste novo posicionamento estão também as influências da agência Onze (full digital).
Confira algumas das peças gráficas da recente campanha “Gaúcho Sem Modéstia”:
Projeto de vídeos virais, os quais não considero que deram muito certo:
Vídeo que pretendia instigar a curiosidade do consumidor:
Vídeo de resposta ao vídeo anterior:
As tentativas são válidas, pois como diria um grande amigo meu: - "Não existe empresas especializadas em fazer virais". É difícil acertar uma grande sacada, algo que realmente envolva o público. Por isso, marketeiros, publicitários, gestores de marca e estrategistas, comecem a olhar o entorno dos consumidores da marca atendida, identifiquem algo latente o qual a marca possa se vincular e crie algo realmente explendido.
Já que estamos falando sobre cerveja, jamais poderia deixar de mencionar a arte da premiada DC Nazca Saatchi&Saatchi Ideas Company, a qual a marca Andes até hoje deve agradecer a Deus pela campanha. Confira:
Este vídeo é um exemplo que nem tudo precisa começar pelo online, a junção dos dois mundos podem gerar ótimos frutos. O que a Polar faz é envolvente, trás o consumidor até os seus domínios e o diverte, assim como ele se sente na mesa de bar. O reposicionamento de uma das cervejas mais antigas da Ambev é bem-vindo, aquece e incetiva o meio digital. Mas, ainda engatinhamos neste quesito.
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Autor: João Rocha
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E-mail: joao.nh@gmail.com João Rocha, graduado em Relações Públicas e Jornalismo, atualmente presta consultoria para empresas de pequeno e grande porte, faz parte da Plano 1 - Consultoria Universitária. Ministra cursos de extensão com os temas: "Eu marco, tu marcas"; "Marketing na área da saúde" e "Construção de conceito de marcas".
As marcas jovens, normalmente, possuem uma maior interatividade com o seu público, estudam-no com mais afinco, talvez pela inconstância de seu comportamento. Hoje, conseguimos subdividir as gerações (baby boomers, X, Y e Z) e suas tendências comportamentais. No entanto, é precoce defender qualquer opinião fechada ou formatada. Neste momento, vivemos uma época de interatividade, a população aos poucos começa a ter acesso a Internet , em sua maioria, e, isso não está sendo mais associada como uma barreira social, mas, sim, como o divisor de águas da cooperação e posicionamentode opiniões.
Uma regra fica clara na sociedade de hoje: ninguém quer ser discriminado, todos querem opinar e ser atendidos. A utilização de uma mídia social, ou também chamadas de "Redes Sociais" como o Facebook ou Twitter, apenas para ressaltar qualidades de sua empresa ou marca não possui valor simbólico algum para o seguidor/consumidor, mas quando se possui um posicionamento de interatividade e colaboração a resposta é imediata.
Um dos exemplos que se pode utilizar é a última campanha da PepsiCo "Faça-me um sabor" para o produto Ruffles, da linha de salgadinhos adultos da marca Elma Chips. O resultado da campanha foi impressionante, sendo que houveram mais de duas milhões de inscrições, sendo selecionados os seguintes sabores: Strogonuffles, Yakissobaaa! e HoneyMoonstard (mel e mostarda).
Abaixo as novas embalagens:
Confira abaixo os vídeos dos escolhidos, os quais criaram um sabor falando para outros consumidores os motivos de votarem neles:
Strogonuffles
Yakissobaaa!
HoneyMoonstard
Segundo Renata Figueiredo, diretora de marketing da PepsiCo, a "Ruffles sempre esteve presente na vida dos jovens e para estreitar nossos laços com essa nova geração, precisamos atender o que eles pedem e deixá-los escolher. O jovem de hoje é antenado, tem opinião e queremos que eles façam parte da história da nossa marca” – afirma.
Um dos pontos interessantes em se analisar nesta ação é a porcentagem de participação por regiões do Brasil, a qual nos demonstra as potencialidades para futuros investimentos:
Sudeste: 60,4%
Sul: 17,82%
Nordeste: 12,69%
Centro-Oeste: 6,95%
Norte: 2,14%
Este tipo de promoção já ocorreu em países como Reino Unido, Austrália, Turquia e África do Sul. A edição brasileira marca os 25 anos de presença da Ruffles em terras tupiniquins. A agência responsável pela criação foi a Almap BBDO, que ficou responsável também pelo gerenciamento de conteúdo nas redes sociais.
Imagino que esta possa ser uma daquelas estratégias bem sucedidas, onde a marca faz um co-branding com o próprio consumidor. Não bastasse as duas milhões de inscrições, com certeza, a marca foi alvo de intermináveis conversas de bar, das quais eu mesmo pude presenciar. Primeiro, referente a ação, depois sobre os sabores, com um buzz gigantesco em blogs, Twitter, Facebook e demais plataformas dos próprios consumidores engajados em escolher o melhor sabor, mas, claro, tudo friamente calculado.
No entanto, antes de se pensar em uma estratégia como essa, se faz necessário alinhar todos os passos e setores, pois um dos maiores desafios para a PepsiCo não foi a divulgação deste projeto, mas, sim, desenvolver e distribuir novos produtos e embalagens em apenas dois meses, um terço do período normal de desenvolvimento de um novo sabor. Ou seja, tudo deve estar planejado.
Então, depois de saborear um pouquinho da estratégia da PepsiCo, agora é hora de fazer uma branding experience e dar um mordida nos novos sobores de Ruffles. Minha primeira opção será Strogonuffles, depois partirei para os próximos.
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Autor: João Rocha
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Já tem alguns anos que qualidade e economia não são mais sinônimos de diferenciação, mas, sim, uma obrigação, fonte de vida para qualquer negócio. Quando compramos algo queremos qualidade, mesmo que tenhamos que pagar um pouco mais para isso. A economia não está mais baseada na questão financeira, mas, sim, no tempo que o consumidor terá entre a compra e a primeira manutenção, quanto maior, melhor a economia. Pode-se entender que dinheiro é tempo, e não mais o inverso, as pessoas pagam para ter um tempo livre. Elas querem economizar paciência.
O fato é que o branding só auxilia as empresas que cumprem o que prometem, do contrário vira um anti-branding. O caso que analiso hoje é da Hyundai, empresa consolidada no cenário internacional, mas que desafina entre a qualidade do ronco de seus motores e a forma como expõem a sua marca.
Ao entrar na área institucional do site Hyundai temos a oportunidade de entender o perfil pretendido pela empresa: “Qualidade e uma marca forte. Estas são as duas prioridades da Hyundai Motor Company para se preparar para o futuro. Não satisfeita em conquistar seu objetivo de se posicionar entre as cinco maiores fabricantes de carros do mundo, a Hyundai busca, agora, liderar a indústria automobilística e ditar a evolução dos veículos automotores”.
Não entro no mérito de discutir qualidade, mas como já percebido não é mais do que obrigação. Mas, quando o perfil fala sobre "uma marca forte" o discurso destoa com o que percebemos nas campanhas publicitárias, a qual trás principalmente, em se tratando de mídia televisiva, a comparação de seus carros com as grandes marcas, como Mercedez Benz e BMW. Muitos profissionais contestam esta forma de se apresentar uma marca, comparando-a com as demais, pois esta não se apresenta dignamente, a identidade de marca enfraquece, simplesmente representa a possibilidade de se ter algo genérico, expõe uma categoria, realizando em termos o sonho do consumidor: andar em um carro que expresse a sua identidade e perfil.
Se formos buscar nas necessidades dos consumidores, perceberemos que a aquisição de um carro não supre apenas os campos funcionais e de segurança, mas, sim, todo um aspecto de realização pessoal e estima. Em um olhar crítico, percebe-se que o consumidor da marca será um eterno recalcado, ele anda com um Hyundai, mas gostaria de estar dentro de outras máquinas mais valiosas, não em termos financeiros, mas com uma expressão de marca mais significativa.
O tipo de guerrilha proposta pode render um resultado financeiro interessante, em curto prazo, mas desvirtua a concepção de diferenciação, relevância, estima e familiaridade. A longo prazo é possível esperar um Brand Asset Valuator (BAV) centralizado, ou seja, posicionada no triângulo das bermudas do BAV, onde nenhuma marca quer estar.
O que acontece com a Hyundai é perceptivo em muitas outras empresas, as quais possibilitam que uma agência de publicidade manuseie suas marcas da forma como acreditam ser mais adequado, com foco em um mote, o qual muitas vezes não está embasado em um discurso central, intermediado por um gestor de marca. Mas, quando a cultura empresarial está de acordo com a esquizofrenia da marca, não há gestor que faça mudar este pensamento.
Em 2010 a Hyundai foi a terceira empresa que mais investiu em publicidade no Brasil, mas confira abaixo as notícias que uma aspirante a líder de mercado nunca poderia estar envolvida:
Com isto, nota-se que a marca possui uma identidade frágil, a qual necessitaria de uma revitalizada, pois tem qualidade e poder de investimento para ser o que pretende.
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Autor: João Rocha
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